INVESTIR NA TECNOLOGIA DOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO OU PADECER. Eis a questão.

27/08/2013 - Pimentel, Parsondas Cunha

Economista, consultor de empresas, especializado em Elaboração e Análise de Projetos Técnico-econômicos

Artigo publicado como matéria de capa na edição de nº 33, ano VIII/2013, da revista Realidade Tributária, do SINDFESP - Sindicato dos Funcionários da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (agosto/2013).

A importância do apoio financeiro do BNDES ao setor produtivo é indiscutível. Nos primeiros 4 meses deste ano o BNDES desembolsou R$ 54,4 bilhões, com incremento de 59% na relação com o mesmo período do ano passado.

Nesta elevação que abrangeu todos os setores apoiados pelo Banco, a indústria participou em 37% dos aportes totais (R$ 20,2 bilhões, 113% confrontado com igual período do ano anterior) e infraestrutura 27%.

As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) tiveram grande destaque, recebendo R$ 21,3 bilhões (aumento de 53,5% em relação a janeiro/abril de 2012). Sozinhas responderam por 39% das liberações totais do Banco até abril.

A análise pura e simples destes resultados reforça a tendência de elevação da taxa de investimento e de crescimento na formação bruta de capital fixo (FBCF), guindada pela expansão dos financiamentos em máquinas e equipamentos.

As operações do BNDES Finame, voltadas à aquisição de bens de capital, somaram R$ 23 bilhões entre janeiro e abril último, mostrando alta de 77,5%. Itens como máquinas-ferramentas e caldeiraria, base de investimentos industriais, tiveram incrementos expressivos nas liberações, de 122% e 430%, respectivamente.

Registra-se também expansão nos desembolsos para caminhões, que atingiram R$ 8,7 bilhões. Incremento de 57,5%, apesar do retardo nas vendas de novos veículos devido ao processo de troca de motores para o padrão Euro 5. A retomada do mercado de caminhões pode ser atribuída à boa safra agrícola deste ano e as obras de infraestrutura do País.

Em relação ao comportamento da demanda por máquinas e equipamentos há a forte participação do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), com taxas de juros de 3% ao ano no primeiro semestre de 2013 e 3,5% ao ano no segundo semestre. A fixação prévia da taxa de juros para vigorar durante o ano permite previsibilidade e melhor planejamento dos investimentos.

Os desembolsos do BNDES PSI atingiram R$ 28,5 bilhões, com quase 90 mil operações efetuadas. Nos últimos 12 meses, até abril, as liberações do PSI acumularam R$ 65,1 bilhões, com alta de 94% na comparação com os 12 meses anteriores.

Máquinas e equipamentos e material de transporte foram destaque também nas consultas do BNDES, acumuladas em R$ 70 bilhões até abril passado.

Estes números apontando para cima deveriam refletir um aumento da produção industrial e devem ter ocorrido por força das expectativas do empresariado atento as transformações do mercado.

Contrastando com o cenário apresentado pelo BNDES para os seus aportes nos quatro primeiros meses do ano, a CNI mostra uma desaceleração na indústria no primeiro semestre. Um quadro preocupante com baixa demanda, capacidade ociosa, estoques elevados e demissões.

Este cenário que se agravou no mês de junho mostra sinais de piora - a produção e o nível de empregos caíram, a ociosidade cresceu e os estoques mantiveram-se elevados. Segundo a CNI, a contenção do consumo e o aumento no preço das matérias primas pressionam a indústria distanciando uma recuperação.

A alusão a este cenário serve para mostrar o quadro de inquietação perpétuo da atividade industrial. E, não tem outro modo ser. A produção é o momento especial em que o homem pode agregar valores à matéria bruta. E este enriquecimento é tanto maior quanto maior for a sua capacidade inventiva. A disputa pelo mercado exige produtos qualificados por vantagens para o consumidor. Daí a aceleração tecnológica.

O que temos visto em nosso escritório é a constante luta do empresário para manter sua produção no melhor nível técnico possível. O mundo globalizado estreitou a distancia entre produtor e consumidor. As inovações nos processos produtivos do país mais distante refletem pesadamente no empresário desavisado.

O recurso financeiro taí, o mercado (interno e externo) é comum para todos. Estar atento, renovar e inovar são posturas impostergáveis. Manter-se na ponta exige uma força hercúlea e inexorável.

Apesar de altas em relação a outros mercados internacionais, as taxas de juros baixaram e o banco de fomento mantém uma política de crédito em linhas de financiamento específicas para variados setores econômicos.

Suas linhas de crédito estão disponíveis no setor bancário. Os bancos oficiais e privados multiplicam estas linhas sob outras denominações para atender os micros e pequenos tomadores. Como consultores, temos produzido centenas de projetos de viabilidade econômico-financeira e outros instrumentos para obtenção de financiamentos nas linhas: BNDES Automático, FINEM, Proger, Cooperfat (este com mais de 800 peças) e outras linhas como FCO – Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, FNE – Fundo de Financiamento do Nordeste, etc. que atendem nossos clientes.

Fonte: website www.bndes.gov.br

Ler outros artigos